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UGT se aquece para o Fórum Social Mundial

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De 24 a 29 de janeiro, ocorrerá em Porto Alegre mais uma edição do Fórum Social Mundial (FSM). E faz parte do evento, o “Fórum Social Temático: Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental. O encontro dará espaço ao debate, reflexão e formulação de propostas, buscando alternativas de enfrentamento a políticas neoliberais implantadas ao logo dos anos em diversos países do mundo e que, desde 2008, vem gerando crises econômicas de grandes proporções.

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A União Geral dos Trabalhadores (UGT), como entidade de classe representante de trabalhadores das mais diversas categorias profissionais, participará das atividades do Mundo do Trabalho, que ocorrerão nos dias 25, 26 e 27 que contará com a presença de sindicalistas internacionais para trocar experiências e debater a construção de pautas de luta visando o crescimento dos direitos trabalhistas nos países em desenvolvimento.


Chico Whitaker e Dora Lima facilitadores
da edição do FSM

Fórum Social local brasileiro coloca todos na rede

Em 2001 teve início o 1º Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre (RS). Espaço aberto aos debates para colocar em prática as políticas públicas, a cada 2 anos movimentos sociais, redes, Organizações Não Governamentais (ONGs) e entidades da sociedade civil levantam ideias e propostas para uma sociedade mais justa, sustentável e ao alcance de todos.

A UGT, central sindical voltada para um sindicalismo ético, cidadão e inovador, se faz presente nesse tipo de ação e destaca o surgimento dos Fóruns Sociais locais no Brasil. É o Fórum Social de São Paulo (FSSP), realizado no final de outubro deste ano, para fortalecer e conhecer a necessidade de cada canto e, juntos, fazer chegar ao poder público as reivindicações da comunidade.

O Fórum é baseado na horizontalidade, no respeito pela diversidade e, a partir desta dinâmica, o número de pessoas vai crescendo e, tanto local quanto mundial, levanta-se a questão: o que fazer para que o interesse público e os direitos dos cidadãos prevaleçam sobre os interesses do dinheiro e do lucro?

Para falar em Fórum Social, uma breve retrospectiva nos remete à ECO 92, no Rio, quando mais de 100 países assumiram compromissos, entre eles o da Agenda 21, um programa de metas para o novo século que estava chegando. “Ninguém estava satisfeito com o poder econômico do século 20. As pessoas estavam indignadas com o capital selvagem, porque o capital se sobrepõe ao interesse da humanidade. A Agenda 21 é tão perfeita, que eu faço um elo com o Fórum”, analisa Dora Lima, representante da Agenda 21.

Da Agenda 21, vieram as Agendas locais; em 2000, os 8 Objetivos do Milênio (ODM) das Nações Unidas que, consequentemente se estruturaram entre os movimentos sociais regionais conhecidos como Nós Podemos. Pode-se dizer que uma coisa abrange a outra e logo mais terá a Rio+20, em junho de 2012, no Rio de Janeiro, que será uma preparação para o próximo FSM de 2013, que acontecerá novamente em Porto Alegre. A lembrar que da ECO 92, surgiu também a Carta da Terra, um documento de compromisso para se viver em harmonia no planeta Terra. A qual, Leonardo Boff, junto à Brasília, levou a carta para o 1º FSM, quando, então, foi aprovada.

“O Fórum não tem dono. É articulado, há uma comissão organizadora chamada facilitadora, que o Chico (Whitaker), o puxador do FSSP, gosta de chamar”, explica Dora Lima. Durante o FSM é tudo discutido, debatido, porém não tem encaminhamento. Cada país pode se apropriar disso e trazer para sua discussão. Daí a ideia de surgir o local, cada pessoa pode fazer na sua rua, por exemplo.

“O 1º FSSP é o início de um processo na cidade, com os fóruns locais a gente começa acontecer com mais potencialidade e com o objetivo de aumentar a consciência das pessoas. E cada um em seu canto, poder construir a união”, diz um dos facilitadores Chico Whitaker. O fórum local é importante para fortalecer a discussão de políticas públicas locais.
“Os Fóruns aparecem onde há pessoas dispostas a reorganizá-los. Um processo pequeno que nem todos percebem o objetivo do encontro, mas que a intenção é multiplicar”, salienta Chico Whitaker.

Como número de partida, o FSSP reuniu cerca de 500 pessoas, considerado pouco pelos organizadores, porém considerável, porque houve muitos debates e decisões importantes. Whitaker divulgou o lançamento da campanha Brasil Livre de Usinas Nucleares, como um projeto de emenda constitucional, por iniciativa dos cidadãos. (Mais informações podem ser encontradas no site www.brasilcontrausinanuclear.com.br).

“A experiência deste local é arrepiante, não foi surpresa. As pessoas não estão educadas nem acostumadas a trabalhar em rede. E tanto o Fórum, como a Agenda 21, é impossível não trabalhar em rede: não tem dono, e em ciranda (tem que dar as mãos – diferentes locais às vezes discutem a mesma coisa) Por que não unir isso? É fácil? Não!”, finaliza Dora, chamando a atenção para a importância da união.

Mariana Veltri, da redação da UGT