Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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LOCAÇÃO AINDA É BOM NEGÓCIO PARA O CORRETOR DE
IMÓVEIS? VÁ AO XXV CONACI E ENCONTRE A RESPOSTA

Apesar do grande volume de financiamento voltado para a compra da casa própria e da falta de uma legislação que incentive o investimento empresarial na produção de unidades voltadas especificamente para o segmento, a locação ainda continua representando uma boa área de negócios para o corretor de imóveis.

Quem faz tal afirmação é o gerente sênior de novos negócios da CB Richard Ellis, Mark Turnbull, que tem 33 anos de experiência no mercado imobiliário, 29 dos quais atuando na empresa de origem inglesa. Turnbull fará uma ampla apresentação sobre locação imobiliária no XXV Congresso Nacional de Corretores de Imóveis (Conaci), que a Fenaci e o Sindimóveis-AL promovem, de 4 a 7 de maio, em Maceió, Alagoas, e onde o tema central das discussões será o futuro das nossas cidades e o papel do profissional corretor de imóveis no processo de desenvolvimento urbano.

Segundo o executivo, apesar de todo apoio governamental ao setor e de os bancos oficiais e particulares terem aberto os cofres para o crédito imobiliário, propiciando um crescente atendimento à demanda por casa própria, grande parte da população, mesmo com a ascensão das classes C e D, ainda recorrem ao aluguel para morar.

“Há ainda um grande número de pessoas que não têm condições de arcar com um financiamento nem que seja o Minha Casa, Minha Vida. Sem contar o próprio perfil desse tipo de cliente, que tem origem em várias situações. São pessoas, por exemplo, que se casam e querem um lugar para morar de imediato. Mesmo que tenham adquirido um imóvel, não vão esperar ele ficar pronto para se casar. Geralmente casas ou apartamentos pequenos, que vão servir para aquele momento. Há também um grande número de descasamentos, quase um milhão por ano. O marido sai da casa e vai morar num apartamento pequeno, alugado. Outro tipo de inquilino, já bastante comum em cidades como São Paulo, são aqueles que moram longe do trabalho e, para facilitar a mobilidade e ganhar tempo, alugam um imóvel perto do local onde exercem duas funções profissionais.  Ou então pessoas que vão para um lugar, a trabalho por um período pequeno, e têm seus aluguéis pagos pela empresa. E assim por diante, com estudantes em torno das universidade e tudo o mais.”

ESPECIALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO – De acordo com Turnbull, a experiência mostra que quando se constrói um edifício, geralmente 40% são para habitação ou utilização próprias, 25% para locação e investimento e o restante para especulação.

Lembrando que em países desenvolvidos empresas investem na construção de prédios inteiros só para locação, Turnbull lembra que para termos ações semelhantes por aqui, seriam necessárias uma série de mudanças envolvendo a legislação.

“O ponto de partida seria mexer no Imposto de Renda, criando incentivos não só para quem investe, mas também para quem paga aluguel.  A legislação precisaria ser mais clara e focada nesse tipo de empreendimento.  Por falta de founding, hoje as pessoas compram mais em condomínio, viabilizando a construção do prédio para a incorporadora. Outra mudança teria que ocorrer na chamada Lei do Inquilinato. O contrato de locação, na Lei 8.245, defende muito o locatário. Ela não oferece uma proteção equilibrada. É muito mais pela parte social. A mudança positiva que houve nessa lei foi a retomada dos imóveis em caso de inadimplência, que se tornou mais rápida e melhorou muito o mercado”, analisa.

Em resumo, para Turnbull, apesar do muito que há por se fazer nesse segmento, o mercado de locação pode render bons negócios para o corretor de imóveis. Mas o profissional tem que estar preparado e atento a tudo que ocorre no mercado imobiliário como um todo.

Elogiando a atuação do Sistema Cofeci-Creci e de entidades como a Fenaci na formação e aprimoramento dos profissionais da área, o executivo da CB Richard Ellis afirma que o corretor de imóveis, como em todas as ocupações, precisa “primeiro gostar daquilo que faz”.

“Depois, deve estudar ao máximo, ter uma formação profissional muito forte. E sempre procurar se especializar, se informando, fazendo os diversos cursos que existem, além da graduação e da pós. O corretor tem de estar em constante aprimoramento e um dos caminhos é participar de eventos como o Conaci. Outro ponto importante é escolher o seu nicho de mercado dentro da área imobiliária. Há o residencial, por exemplo, que é um mercado enorme, com uma demanda muito forte. Até que se esgote vai demorar muitos e muitos anos. Fora isso, precisa agir sempre de maneira reta e ética, mantendo-se atualizado sobre tudo o que ocorre no setor imobiliário, que se sofistica dia a dia e exige cada vez mais do profissional”, orienta.

FAÇA HOJE SUA INSCRIÇÃO – A apresentação de Mark Turnbull e o debate em torno do mercado de locação é outra das inúmeras razões para você participar o XXV Conaci. Acesse conaci.com.br, vejas outras atrações do evento e se inscreva.

O XXV Congresso Nacional de Corretores de Imóveis será realizado de 4 a 7 de maio, em Maceió, Alagoas, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso.