Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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NÃO HÁ RISCO DE BOLHA, DIZ MAÍLSON DA NÓBREGA EM
PAINEL ONDE FALOU TAMBÉM O PRESIDENTE DA FENACI

“O Brasil não tem o menor risco de estar enfrentando uma bolha”, garantiu o ministro Maílson da Nóbrega, endossando palavras do presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro, que momentos antes traçara um completo panorama do mercado imobiliário do País, durante painel que integrou o XXXVI Conac – Congresso Nacional de Administradoras de Consórcios –, realizado de 9 a 11 de abril, em Atibaia, São Paulo.

Representando o mercado de imóveis, Joaquim Ribeiro tomou parte do  painel “Cenário Macro e Específico para o Sistema de Consórcios”, realizado na manhã de 10/4, e que teve o ex-ministro como palestrante. Do mesmo painel, participaram ainda Edson Luiz Cruz Zanetti, diretor de inteligência de mercado da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e Raphael Galante, analista econômico da Abac (Asssociação Brasileira de Administradoras de Consórcios).

O comentário de Maílson da Nóbrega foi feito nas considerações finais do painel, em cima dos números e argumentos apresentados pelo presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro, que destacou o enorme potencial de crescimento do mercado imobiliário brasileiro e o papel representado pelo corretor de imóveis nesse processo.

MOVIMENTO ESPECULATIVO – Reforçando a afirmação de Ribeiro, de que não há espaço no Brasil para o mal que detonou a crise da qual os Estados Unidos só estão saindo agora, o ex-ministro disse que bolha de imóveis sempre é um “movimento especulativo”, e que isso vem desde a ‘bolha das tulipas’, que  aconteceu na Holanda do século 16.

“Ela decorre de um momento de euforia, em que o preço de determinado bem vai subindo. As pessoas imaginam que vai continuar subindo e começam a comprar aquele bem, fazendo com ele suba mais ainda. Na especulação da tulipa, na Holanda, uma flor chegou a custar o equivalente a 25 toneladas de trigo. E a experiência desses últimos 500 anos, particularmente do século 17 para cá mostra que as bolhas que realmente são danosas e geram momentos de colapso na economia são aquelas que são impulsionadas pelo crédito. Ou seja: o crédito é um motor que leva as pessoas a especular. Então eu tenho financiamento para comprar tulipa, para comprar automóvel, para comprar imóveis. Vou comprando um, dois, três, quatro imóveis, que é o que aconteceu nos Estados Unidos. O Brasil está livre disso.”

Segundo Maílson, uma das vantagens do País nessa área é ter um sistema financeiro bem regulado na questão do crédito imobiliário. “Não se pode ter mais de um imóvel financiado. Como frisou o Joaquim, a maioria esmagadora dos brasileiros compra imóvel não para especular, mas sim para morar.”

PARCERIA A VISTA – Durante o evento, Joaquim Ribeiro conversou com o presidente do Conselho Nacional da Abac, Fabiano Lopes Ferreira, que se mostrou entusiasmo diante da proposta do dirigente da Fenaci de promover uma aproximação maior entre o semento de consórcios  imobiliários e os sindicatos de corretores de imóveis.

“A ideia, conforme nos alertou o presidente Joaquim, é aproximar a Abac dos sindicatos filiados à Fenaci, para que possamos colocar os corretores de imóveis para vender também o consórcio. Isso será uma oportunidade muito boa para o setor de consórcios, porque ele vai ganhar aí milhares de corretores, com possibilidade de crescimento, mas será muito importante também para os corretores porque eles vão ganhar duas vezes. Vão vender a cota de consórcio e ter o cliente na prateleira para depois vender o imóvel. É uma proposta que realmente acho que temos de colocar em prática e é já”, destacou Ferreira.

O presidente do Conselho Nacional da Abac também comentou para o site da Fenaci a importância dos mercado imobiliário para o setor de consórcios.

“O segmento que nos últimos tempos está fortalecido é de veículos leves. Mas o consórcio de imóveis, podemos dizer, sustentou o sistema de consórcios quando o de veículos estava em baixa. Então, ele tem realmente uma importância grande no mercado brasileiro, e o que é mais relevante é que o tíquete médio do consórcio imobiliário é muito maior.  Uma coisa é você trabalhar com um tíquete com valor de motocicleta, de R$ 6 mil ou R$ 7 mil. Outra é trabalho com imóvel, onde a média é de mais de R$ 100 mil. Isso para a administradora tem um significado muito grande”, afirmou o presidente da Abac.