Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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DÉFICIT DE MORADIAS EXIGE UM TRABALHO CONTÍNUO, DIZ
PRESIDENTE DO COFECI, QUE TAMBÉM ESTARÁ NO CONACI

“O déficit habitacional no Brasil continua enorme e precisa de contínuo trabalho na tentativa de sua erradicação. Os financiamentos imobiliários, para qualquer que seja o segmento, continuarão existindo daqui para frente. A economia brasileira, embora não esteja crescendo como gostaríamos, não decepciona em nosso mercado, que continua crescente.”

A afirmação é do presidente do Sistema Cofeci-Creci, João Teodoro da Silva, um dos participantes do XXV Congresso Nacional de Corretores de Imóveis, (Conaci), que acontece em Maceió, Alagoas, de 4 a 7 de maio, promovido pela Fenaci e pelo Sindimóveis-AL.

Ele integrará um painel no qual será traçado um panorama do mercado imobiliário atual e suas perspectivas, ao lado de Celso Petrucci, economista chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Flavio Gonzaga Nunes, presidente mundial Fiabci (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias), e Manuel  da Silveira Maia, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado do Rio de Janeiro (Creci-RJ).

João Teodoro da Silva iniciou-se na profissão de corretor de imóveis em 1972. Na vida representativa da classe, o presidente do Cofeci começou a atuar em 1983, na condição de auxiliar de redação da Diretoria do Sindimóveis/PR.

João Teodoro da Silva é formado em ciências físicas e matemáticas, em direito e em gestão de negócios imobiliários. Possui ainda uma MBA em gestão empresarial e quatro outros cursos de pós-graduação.

Confira a íntegra da entrevista:

Como o presidente do sistema Cofeci-Creci analisa o mercado imobiliário hoje, do ponto de vista do profissional corretor de imóveis e quais as perspectivas?

O Sistema Cofeci-Creci analisa com muita serenidade o que vem acontecendo com o nosso mercado imobiliário. A estabilização das vendas e dos preços hoje verificada era previsível depois da explosão de compra ocorrida desde 2005 até 2011. Nada assustador, portanto. O déficit habitacional no Brasil continua enorme e precisa de contínuo trabalho na tentativa de sua erradicação. Os financiamentos imobiliários, para qualquer que seja o segmento, continuarão existindo daqui pra frente. A economia brasileira, embora não esteja crescendo como gostaríamos, não decepciona em nosso mercado, que continua crescente. O percentual de imóveis financiados em relação ao PIB é ainda muito pequeno em comparação com outros países. De modo que não temos com que nos preocuparmos. O mercado vai bem e as perspectivas são boas.

O que significa para a categoria um evento como o Conaci?

Embora também se preocupe com educação profissional e com atualização de conhecimentos, é um evento voltado para o atendimento aos anseios sindicais da categoria. É considerado de muita importância por todos nós, porque promove o entrosamento, o networking e a realização de negócios em âmbito nacional e até internacional, além da atualização de conhecimentos.

Em entrevista à revista Fenaci News no final do ano passado, o Sr. disse que os bancos precisavam reconhecer o corretor como avaliador imobiliário. O Sr. falou também, à época, na criação do Instituto de Avaliadores Corretores de Imóveis. Em que pé estão estas questões?

O Instituto de Avaliadores é um tema que continua em nossa pauta. Estamos apenas aguardando um maior amadurecimento do nosso CNAI, o Cadastro Nacional dos Avaliadores Imobiliários, e da ampliação de sua aceitação por toda a sociedade brasileira, em especial o sistema bancário, o que acreditamos seja só uma questão de tempo. Praticamente todo o judiciário brasileiro já se utiliza de corretores avaliadores inscritos no CNAI, o que credibiliza sobremaneira nossa instituição.

Com o Sr. vê evolução do profissional corretor de imóveis e qual o papel de entidades como o Sistema Cofeci-Creci e Fenaci nessa área?

Todas as nossas entidades de classe são importantes para nossa evolução profissional, cada uma delas exercendo seu próprio desiderato. Precisamos do Sistema Cofeci-Creci como organismo fiscalizador e orientador legal da profissão e precisamos também do Sistema Fenaci-Sindicatos como organismo de representação e reivindicação profissional. De modo que cada um tem sua importância dentro do seu âmbito de atuação.

Alguma mensagem para os corretores que vão participar o XXV Conaci?

O filósofo Heráclito, da cidade de Éfeso, 500 anos antes de Cristo já nos ensinava que “nada é permanente, exceto a mudança”. Por isso, a participação em evento como o Conaci é uma grande oportunidade de se tomar conhecimento das mudanças constantes que acontecem em nossa vida profissional. Todos que puderem devem participar.