Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Imprimir

PRIMEIRA MULHER A PRESIDIR SINDIMÓVEIS-ES TOMA
POSSE PENSANDO EM UNIR E FORTALECER CATEGORIA

Na noite desta quinta-feira, 5/6, em solenidade realizada no auditório do Creci-ES, em Vitória, Maria Elizabeth de Oliveira tomou posse como presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Espírito Santo. Primeira mulher a presidir o Sindimóveis-ES em seus 40 anos de existência, Beth, como é conhecida, contou em sua posse com a presença do presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro.

Segundo Ribeiro, a nova presidente do Sindimóveis-ES “é uma profissional competente e uma sindicalista batalhadora, que certamente vai fazer um excelente trabalho à frente da entidade”. O presidente da Fenaci lembra que Beth já tem um passado no Sindimóveis-ES, onde foi 1ª tesoureira na gestão 2008-2011 e 1ª secretária no período  2011-2014.

Corretora de imóveis há 18 anos, Beth é formada em administração de empresas e tem uma MBA em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas. Ela diz ter descoberto o Sindimóveis-ES e o Creci-ES no seu oitavo ano como corretora de imóveis.

“Comecei a participar dos congressos regionais e nacionais da categoria a partir de 2004 e 2005. Em seguida me engajei no Sindicato, onde fui 1ª tesoureira, 1ª secretária e, agora, inicio como presidente”, conta.

COMPROMETIMENTO – A nova presidente do Sindimóveis-ES toma posse pensando principalmente em unir a categoria, que no Estado tem pouco mais que 8 mil profissionais, sendo cerca de 1,5 mil na capital, Vitória.

“Quero uma diretoria participativa e comprometida com a categoria.  Constituir uma classe unida, onde o objetivo comum seja o fortalecimento da categoria. Precisamos desenvolver atividades visando à proteção, ao bem-estar e à qualificação dos profissionais corretores de imóveis”, afirma.

ENTREVISTA – Veja a seguir a íntegra da entrevista com Maria Elizabeth de Oliveira e conheça a composição de sua diretoria.

Quais os principais entraves para os profissionais da corretagem imobiliária, no Estado e na capital capixaba?

Acredito que as que sejam a dificuldade em conseguir exclusividade dos imóveis, a falta de ética entre os profissionais e o pagamento das comissões, que na maioria dos casos é reduzido pelos contratantes, o que gera o descumprimento da tabela de honorários.

Quais suas propostas e metas à frente do Sindimóveis-ES?

Ter uma diretoria participativa e comprometida com a categoria.  Constituir uma classe unida, onde o objetivo comum seja o fortalecimento da categoria. Precisamos desenvolver atividades visando à proteção, ao bem-estar e à qualificação dos profissionais corretores de imóveis. Manter estreito relacionamento com as entidades e organizações ligadas ao corretor, como a Fenaci, o Creci,  a Ademi, SindusCon, o Findes e a UGT, além de ter bom relacionamento com os poderes públicos e privados, entidades e associações classistas, para garantir nossos interesses e a promoção do desenvolvimento. Ser referência como entidade sindical, com reconhecimento da categoria e da sociedade.

Como a Sra. analisa a evolução da categoria dos corretores de imóveis em termos regionais e nacionais?

Acredito que quando trouxemos o curso Técnico em Transações Imobiliárias para Vitória, melhoramos muito a formação dos corretores, pois o modelo utilizado para se conseguir TTI  anteriormente era só à distância, ou seja, uma empresa do Espírito Santo, com convênio com o Rio de Janeiro, vem aqui e aplica a avaliação ou os alunos são levados até a cidade de Campos, no Rio, para conseguir o certificado do curso e posteriormente dar entrada no Creci-ES. Esse cenário já está mudando, pois já temos formados no nosso curso de formação TTI aproximadamente 400 alunos pelo Sindimóveis-ES. O curso de capacitação oferecido pelo Sindimóveis-ES contribui muito para essa evolução também. E a responsabilidade e a consciência de “ser” um profissional corretor de imóveis, e não só “estar” na profissão está fazendo a diferença. Muitas pessoas, por não terem encontrado outra profissão ou por acreditarem que a corretagem imobiliária dá uma boa remuneração, entram sem conhecimento, sem informação e em seguida as dificuldades começam a aparecer, porque o mercado não é bem assim, é uma profissão árdua, temos que trabalhar muito e nem sempre temos o retorno desejado. Por isso, sempre digo: temos que amar sempre o que fazemos, para conseguir alcançar os nossos objetivos e metas. Houve também um aumento no número de corretores com curso superior em nível nacional. A busca pela profissão por parte dessas pessoas tem qualificado o mercado, através de cursos de capacitação que tem crescido em nível nacional pelos sindicatos da classe.

Como a Sra. vê o trabalho da Fenaci nesse processo?

Vejo que a Fenaci, dentro do seu objetivo principal de lutar pela valorização dos corretores de imóveis, pela sua formação técnica e pelo princípio da ética e da lisura profissional, está no caminho certo. Principalmente no que diz respeito a promover conhecimento através de congressos, fóruns regionais, levando informação e buscando a união e o apoio de todos os seus 26 sindicatos filiados.  Com o apoio da Fenaci a categoria só tem a ganhar. Exemplo disso foi a recente aprovação do texto base do projeto de Lei complementar 221/12, do deputado Vaz Lima (PSDB-SP), que universaliza o acesso do setor de serviços ao Simples Nacional (Supersimples), o regime de tributação das micro e pequenas empresas. O projeto, que viabiliza a inserção do corretor de imóveis no Supersimples, é fruto de um trabalho que teve seu início ligado ao empenho da Fenaci. Isso para não citar outros projetos importantes para a categoria que estão em tramitação.

A Sra. participou do XXV Conaci, em Maceió? Que conclusões tirou do evento?

Sim. Os assuntos foram de extrema importância, como, por exemplo,  a relação dos corretores de imóveis com as imobiliárias e construtoras; o papel do profissional corretor de imóveis no desenvolvimento das cidades, da sociedade. O espaço para as mulheres (Fórum) discutirem relacionamentos também foi essencial. Ouvir sobre exclusividade, uma das maiores dificuldades encontradas hoje pelo profissional corretor de imóveis, foi de grande importância. Concluindo, o Conaci conseguiu levar muito conhecimento para o corretor que se fez presente no evento.

Como vê a participação da mulher na profissão de corretor de imóveis?

Segundo pesquisa, as mulheres ocupam 40% do mercado de trabalho dos corretores de imóveis em termos nacionais. Isto demonstra que ainda temos muito espaço para conquistar, não só como corretoras de imóveis, como também em outras profissões. É sempre importante lembrarmos que, historicamente, a autonomia da mulher e sua emancipação no mercado de trabalho foi conquistada há pouco tempo e ainda é uma luta contínua para conseguirmos espaço e respeito dentro da profissão. Mas também não podemos negar que temos muitos avanços. Como, por exemplo, uma maior participação de mulheres nos sindicatos, nas federações e nos conselhos. Porém, como disse anteriormente, ainda temos muito a avançar. Saliento que nenhuma mulher ocupou uma presidência em um conselho dos corretores de imóveis até a presente data e, no Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Espírito Santo, sou a primeira mulher a ocupar a presidência nos seus 40 anos de fundação.

Recente reportagem de capa da revista Exame, de São Paulo, apontou Vitória como “a pequena ilha de bons negócios”. Segundo a reportagem, sem espaços para novas indústrias, Vitória firmou-se como um polo de serviços. “A combinação de boa infraestrutura com população de alta renda – segundo a revista – faz dela a melhor cidade do Brasil para abrir um negócio”. Essas constatações procedem?

Sim. Vitória é uma ilha em que há uma facilidade de acesso e locomoção entre os portos, aeroporto, indústrias, polos políticos e econômicos. Isto ajuda na vinda de empresas e na perspectiva dos moradores de abrir um novo negócio. Gosto muito de morar aqui e acredito que seja um dos melhores locais do Brasil para se morar e trabalhar, devido ao pouco tempo que passamos no trânsito. Comparada a outras cidades, é tudo bem perto e de fácil acesso.

Em que pontos essas características influenciam o mercado imobiliário?

Na instalação de grandes empresas do setor imobiliário, aumentando a demanda tanto para imóveis comerciais como residenciais; Na supervalorização de determinadas áreas dentro da grande Vitória; mais oportunidades para os profissionais ligados ao setor imobiliário e grande impacto nos setores socioeconômico e ambiental.

O que a Sra. acredita ser necessário para que Vitória continue nesse ritmo?

A mobilidade urbana pode afetar em um futuro próximo o desenvolvimento de grandes projetos no setor da construção civil, pois aumentando o número de serviços e moradores, aumenta também a população e, assim, por Vitória ser relativamente pequena, precisamos de um projeto para ‘’desafogar’’ o trânsito e incorporar esse novo projeto de cidade. Vejo que essa situação incentiva às construtoras e incorporadoras a se apropriarem dos espaços de toda a Grande Vitória e municípios do Estado e isso favorece o mercado imobiliário em nível estadual.

DIRETORIA – Para a gestão 2014-2017 do Sindimóveis-ES, Maria Elizabeth de Oliveira conta com a seguinte diretoria: 1º vice-presidente, Ary Barbosa Bastos; 2º Vice-presidente, Jorge Barros de Vasconcellos; 1º  secretário, Erivelton Moreira; 2º secretário, Flávio de Castro Mazócoli; 1º tesoureiro, Jorge Freitas Vieira; 2º tesoureiro, Mário Souza Elias Pires.

No Conselho Fiscal, como membros efetivos, Valdecir Torezani, Judá Ben-Hur Rodrigues Lima e Iradir Rodrigues da Cruz. Como suplentes, Alexandre Ridolfi Tristão Soares,Florentino Matos Barreto eJosemar dos Santos Diniz.

Delegados representantes na Fenaci (efetivos): Maria Elizabeth de Oliveira e Ary Barbosa Bastos. Suplentes: Jorge Barros de Vasconcellos e Josemar dos Santos Diniz.