Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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CONSTRUTORAS PROJETAM 2º SEMESTRE MAIS FORTE,
DIZ REPORTAGEM ONDE FENACI É CITADA COMO FONTE

Em reportagem com chamada de primeira página, publicada pelo jornal DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços), de São Paulo, na edição desta terça-feira, 24/6, o presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro, aparece como fonte, falando sobre suas perspectivas para  o mercado imobiliário do País.

A reportagem trata de uma retomada de vendas de imóveis impulsionada principalmente pelo temor das mudanças que podem ocorrer no governo, já que neste ano teremos eleições majoritárias. Segundo a matéria, os compradores, preocupados com as mudanças que podem ocorrer após as eleições, adiantariam suas compras para o segundo semestre de 2014.

Leia a íntegra da reportagem do DCI, que foi publicada em edição nacional na página A8:

SÃO PAULO – O ritmo menor de crescimento da construção civil verificada no primeiro semestre do ano pode ser compensado por um avanço de julho a dezembro. A perspectiva de entidades do setor, empresários e analistas é de uma retomada na venda de imóveis impulsionada, principalmente, pelo adiantamento da compra do imóvel do brasileiro, temendo mudanças no governo para 2015.

"Após a eleição de outubro, há uma tendência de o caixa se fechar e a economia brasileira sofrer em 2015. Essa questão fiscal preocupa o brasileiro que pensa no próximo ano e, por isso, acredito que o consumidor deva antecipar a compra para o 2º semestre de 2014", afirma o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis, Joaquim Ribeiro.

Pensamento similar apresenta o presidente da construtora cearense Premium. Para o presidente da empresa, Rafael Bastos Soares, os estoques já foram liquidados no primeiro semestre e os lançamentos devem apresentar uma velocidade de venda maior. "O mercado está confiante no segundo semestre, já que o primeiro foi fraco. Temos dois lançamentos programados até dezembro e aceitação está boa porque alguns consumidores esperam redução de crédito em 2015".

Outro ponto defendido pelo executivo é o equilíbrio do preço do imóvel. "O brasileiro não espera uma queda brusca nos preços dos imóveis, apenas uma acomodação. Nessa perspectiva, quem comprar este ano pagará um preço similar ao do próximo ano."

A cautela na hora de lançar empreendimentos também tem sido medida adotada por grande parte dos empresários da construção. Na SabGroup, por exemplo, a palavra de ordem é buscar lançar empreendimentos onde ainda haja muita procura e pouca demanda. A perspectiva do CEO da SabGroup, Roberto Bisker, é de que as vendas dos lançamentos no segundo semestre cresçam 50% na comparação com 2013. "Até o final do ano, a SAB planeja lançar mais quatro empreendimentos residenciais de alto padrão, comerciais e complexos multiúsos em São Paulo e no litoral, nas cidades do Guarujá, de Santos e de São Sebastião", disse ele, lembrando que no primeiro semestre, com o mercado receoso, a empresa conseguiu vender 20% a mais que no ano passado.

Momento de ressaca

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas e Roraima (Creci AM/RR), Paschoal Rodrigues, o mercado imobiliário viveu um período de ressaca após amplas vendas sentidas há dois anos. "O primeiro semestre marcou a etapa final de um período de ressaca do setor após o grande fluxo de vendas de imóveis em 2011 e 2012. Os seis primeiros meses de 2014 tiveram poucos lançamentos. A maioria das construtoras se concentrou em trabalhar na venda do estoque restante. A partir de julho, com a previsão de um cenário econômico menos conturbado, algumas obras devem ter destaques. De forma geral, temos observado uma tendência no mercado pela diversificação de produtos, com imóveis de 60 a 80 metros quadrados e atenção para classe C".

Em evento na capital paulista, o diretor da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Paulo Aridan, afirmou que a empresa trabalha na perspectiva de que 2015 não seja tão bom quanto o verificado em 2010 e 2011, mas que haja uma reação ante ao que foi o desempenho do setor no primeiro semestre. "O mercado vai encontrar um novo patamar", previu.

Otimista, Arian disse ainda que o mercado deverá se ajustar, tanto em crédito quanto em funding, além das mudanças na própria economia. "Os ajustes a serem realizados em 2015 vão preparar o setor para um novo salto de crescimento nos anos seguintes."

Para o professor de engenharia civil da Universidade São Paulo (USP), Marcelo Ribeiro, as empresas precisam ser cuidadosas com lançamentos mas não podem fugir de novos negócios, porque ainda há demanda. "Com uma economia apertada, há menos espaço para erros, mas ainda há bons negócios. No Estado de São Paulo, a região metropolitana segue como boa opção, com destaque para condomínios logísticos. Há oportunidades também em cidades como Sorocaba, Limeira, Americana e Valinhos".

Quem quer aumentar as vendas no ABC Paulista, na Grande São Paulo, é a construtora MZM. Segundo o presidente da MZM, Francisco Diogo Magnani, uma das apostas é a cidade de Diadema, que mantem uma boa velocidade de vendas de imóveis e pouco estoque, apontando para um bom desempenho do mercado de julho a dezembro.

"Há muito tempo Diadema ficou na rabeira dos municípios do Grande ABC, mas o potencial que vem apresentando tem mudado este cenário. Além de estar estrategicamente localizada, a cidade expandiu-se economicamente, melhorou dados de segurança e os serviços públicos. Comprar um imóvel em Diadema tem sido um bom negócio", diz.