Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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ESTUDO REVELA QUE CURITIBA E FLORIANÓPOLIS SÃO
AS CAPITAIS ONDE FICOU MAIS CARO ADQUIRIR IMÓVEL

O portal de anúncios VivaReal, com o objetivo de analisar o comportamento e as variações do mercado imobiliário, realiza anualmente o DMI (Dados do Mercado Imobiliário), um levantamento feito junto à sua base de mais de 3 milhões de imóveis. Entre 15 cidades analisadas, Curitiba (+36%) e Florianópolis (+35%) tiveram a maior valorização no preço mediano do metro quadrado para venda durante 2014.

No mesmo ranking, também sobressaem Campinas (+16%), Goiânia (+15%) e Ribeirão Preto (+14%), cidades que demonstram um grande potencial para desenvolver seus mercados. O levantamento também apontou que Santos (+6%), Salvador (+6%), Rio de Janeiro (+2%) e Belo Horizonte (+1%) apresentaram as menores valorizações do período e que nove das 15 cidades tiveram valorização acima do IPCA acumulado nacional (6,4%) em 2014.

Brasília e Rio de Janeiro apresentam o preço mediano do m² para compra mais caro, acima de R$ 7.000,00/m². São Paulo (R$ 6.733,33/m²), Recife (R$ 6.000,00/m²) e Vitória (5.082,18/m²) completam a lista das cinco localidades com maior valor de m² no País.

VENDA E ALUGUEL TÊM DESCOMPASSO – Quando o assunto é aluguel de imóveis, conforme revela o estudo, o destaque fica para Porto Alegre, com valorização de +20%. Das cidades analisadas, onze tiveram valorização acima do IGP-M acumulado nacional (3,7%). Apenas Campinas (+1,1%), Salvador (+0,2%), Ribeirão Preto (-5,0%) e Belo Horizonte (-6,3%) não variaram acima da inflação para aluguel de imóveis.

Rio de Janeiro e São Paulo possuem os maiores preços medianos de m² para aluguel do país (R$ 45,00/m² e R$ 36,00/m² respectivamente). Já Fortaleza, apresenta o valor de aluguel mais baixo das cidades analisadas (R$ 12,90/m²).

"A previsão é de que a inflação continue crescendo em 2015 e que este fator, juntamente com a elevação na taxa básica de juros, influencie a tomada de crédito. Uma vez que investidores não são mais tão relevantes como parte da busca por imóveis, a demanda significativa é de quem precisa de crédito. Sendo assim, o custo do empréstimo passa a pesar negativamente para a movimentação do mercado, apesar de a demanda seguir em alta no primeiro semestre", analisa Lucas Vargas, especialista em mercado imobiliário e vice-presidente comercial do portal, que apresentou os dados dia 11/3, em São Paulo.

Ao analisar a oferta e demanda de imóveis para venda e aluguel, segundo o levantamento, é possível notar um desequilíbrio. Enquanto a demanda por imóveis para locação é de 38% a oferta representa apenas 9% do inventário total. No mercado de venda de imóveis, a oferta representa 91% e a demanda 62%.