Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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QUEDA NA POUPANÇA LEVA CAIXA A FINANCIAR
SÓ A METADE DO VALOR DOS IMÓVEIS USADOS

A notícia começou a pipocar ontem na mídia e hoje (28/4) foi a manchete dos principais jornais do País, entre eles O Estado de S. Paulo: “Caixa só vai financiar 50% do valor de imóvel usado”. O principal motivo para tal medida seria a queda nos recursos da caderneta de poupança, principal fonte de financiamento imobiliário. Por conta disso, a Caixa reduziu de 80% para 50% a parcela a ser financiada nos imóveis do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e de 70% para 40% nos imóveis do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), impondo ao mercado o terceiro aperto de crédito em duas semanas.

Primeiro, a instituição reduziu o limite de financiamento para imóveis em geral de 90% para 80% e elevou a taxa de juros. Nesta segunda-feira, 28/4, frente à escassez de dinheiro por causa da queda de captação na caderneta de poupança, o banco foi mais radical e derrubou de 80% para 50% o limite de crédito para quem quiser comprar um imóvel usado dentro do SFH; e de 70% para 40% para imóveis usados enquadrados SFI.

No SFH, o valor máximo do imóvel financiado é de R$ 750 mil nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal; nos demais Estados, o valor é de R$ 650 mil. No SFI, estão os financiamentos que não se enquadram no SFH, como os imóveis com valores superiores ao estabelecido pela lei.

A mudança nos porcentuais da Caixa – que financia 70% do crédito imobiliário do País – vale a partir de 4 de maio, para operações com recursos da poupança no chamado Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, financiadas pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).

Os empréstimos de habitação popular, como o Minha Casa Minha Vida, continuam com a regra anterior, assim como as operações da Caixa que usam a linha de crédito formada por recursos do Fundo de Garantia (FGTS) para financiar imóveis.

BANCOS PRIVADOS – Para Joaquim Ribeiro, presidente da Fenaci, “o aperto no crédito imobiliário da Caixa vem num momento crítico da economia, justamente quando o mercado imobiliário mais necessita de recursos para alavancar seus negócios e impedir que o desarranjo se amplie, traduzindo-se, por exemplo, em mais desemprego”.

Em contrapartida, o presidente da Fenaci vê nessa situação uma oportunidade ímpar para que os bancos privados reduzam a hegemonia da Caixa no crédito imobiliário.

“As instituições bancárias privadas podem procurar se aproximar das taxas de juros praticadas pelo banco estatal, mantendo os limites de financiamento até agora praticados. Com certeza, os bancos privados não teriam nada a perder aumentando sua participação nesse mercado, pois o imóvel é um investimento seguro, garantido, entre outros instrumentos, pela alienação fiduciária”, sugere Ribeiro.

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