Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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PRESENÇA DE MINISTROS EM REUNIÕES DA FENACI PÕE EM
EVIDÊNCIA REIVINDICAÇÕES DOS CORRETORES DE IMÓVEIS

Fato inédito na história da entidade, a presença de três ministros em dois dias de reuniões da Fenaci mostrou o crescente grau de visibilidade que vem sendo alcançado pelos corretores de imóveis e serviu para ressaltar alguns projetos e anseios da categoria, como um convênio nacional com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e, depois da conquista do Simples, a inclusão também no MEI – Microempreendor Individual.

No dia 23/6, a Reunião de Diretoria Ampliada recebeu o ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Guilherme Afif Domingos. No dia 24/6, a Assembleia Geral Ordinária da Fenaci foi duplamente prestigiada pelos ministros Manoel Dias, do Trabalho, e Gilberto Kassab, das Cidades, ambos com um traço em comum: já exerceram a profissão de corretor de imóveis. As reuniões foram realizadas na sede da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL).

Cada um dos ministros recebeu do presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro, uma placa com dizeres em homenagem aos serviços que vêm prestando ao País em suas respectivas pastas, as quais estão relacionadas a diversos pleitos dos corretores de imóveis.

“DESBUROCRATIZAR E DESONERAR” – À TVFenaci, o ministro Afif Domingos destacou a importância do Simples, que passou a abranger a categoria recentemente, e comentou outras postulações da categoria.

“Para o Brasil poder crescer, nós precisamos simplificar, desburocratizar e desonerar. Esse é o segredo do Simples, com tanto sucesso: a formalização. E os corretores de imóveis agora têm a oportunidade de uma grande formalização”, afirmou, destacando o que pretende fazer com referência a um outro ponto muito importante para a categoria: o registro de imóveis.

“Nos vamos continuar a nossa luta, que é também sobre a descomplicação do registro imobiliário. O registro de imóveis é um problema sério que nós vamos atacar para que ele tenha celeridade, redução de custos, e para melhorar o próprio desempenho da profissão de corretor de imóveis.”

Com referência à inclusão do corretor de imóveis no MEI, Afif aconselhou paciência, pois seria um segundo passo. “Não acredito que a curto prazo nós tenhamos essa resposta. Como microempresa e já enquadrados dentro de uma taxa bem plausível vamos então sedimentar essa conquista, para depois ampliá-la. Quanto ao contato com o Sebrae, vai depender exatamente do que está sendo proposto para o efeito de parceria, para o desenvolvimento, no caso, de empresas imobiliárias.”

O ministro também falou sobre o momento atual do mercado imobiliário:

“Vamos continuar firmes. O setor é um dos que mais tem a crescer no Brasil devido à carência habitacional. Estamos passando por uma fase de ajuste. Eu não digo dificuldade, é ajuste. O mercado cresceu bastante e agora deu uma parada. Eu sei que os corretores estão aflitos. Eu também, como investidor, fico aflito porque o consumidor está lá. Ele tem um dinheiro para comprar, mas disseram para ele não comprar porque amanhã vai ficar mais barato. E ele está com medo de perder o emprego, porque noticiaram que vai ter desemprego. Então o clima acabou sendo negativo. Vamos reverter isso. O papel do corretor de imóveis e levar a boa-nova”, conclamou.

VALORIZAÇÃO DA CATEGORIA – Depois da fala do ministro Guilheme Afif Domingos ao público, formado por presidentes e representantes de corretores de imóveis de todo o Brasil, quem fez uso da palavra, representando o diretor-presidente do Sebrae, Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho, foi Bruno Quick, gerente de Políticas Públicas da entidade.

Bruno Quick começou elogiando o espírito de luta do presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro: “Queria dar um testemunho da energia e da dedicação que o presidente que vocês elegeram tem. O Joaquim é incansável. E isso é bom. A gente precisa de gente assim. São pessoas assim que fazem as coisas acontecerem. E esse perfil para nós é muito importante. Porque se ele é o representante da categoria, isso fortalece a boa impressão que temos da dela.”

Segundo ele, para o Sebrae, “o centro da questão é o empreendedor, o empresário, é a sua empresa. Não há indústria sem comércio, não tem comércio sem serviço. Em todos os países desenvolvidos do mundo, sem exceção, o setor terciário, o setor de serviços, está ganhando espaço. E eu entendo que o trabalho de vocês. Ele tem um braço na venda. Mas ele tem uma outra coisa, Um trabalho de corretagem bem feito tem uma dose muito grande de assessoria. É um bom negócio, não é um bom negócio, que cuidados têm de ter.”

Focando na questão do projeto de parceria com o Sebrae que a Fenaci está desenvolvendo desde o início do ano, o gerente de políticas públicas da entidade disse que “a primeira coisa que é importante fazer é a valorização da categoria, por que ela deixa claro o verdadeiro valor agregado que aquela atividade produz para a sociedade. Um país com uma rede de corretores de imóveis de ponta, inovadores, bem qualificados, agrega um valor enorme a diversas cadeias produtivas, como, por exemplo a construção civil”.

MINISTRO ANUNCIA INVESTIMENTOS – Depois de lembrar que a profissão de corretor de imóveis foi o que lhe permitiu sustentar-se no início da vida, antes de cursar Direito, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, destacou as ações de modernização do MTE e a necessidade de fortalecer os sindicatos para que eles auxiliem o governo na qualificação dos trabalhadores.

Pouco antes de conversar com o público, o ministro falou à TVFenaci, anunciando medidas que o governo está tomando para enfrentar o difícil momento da economia:

“O Brasil vive um momento de dificuldade, e o governo antecipando-se a tudo isso, está promovendo um ajuste fiscal capaz de recuperar a capacidade de investimento, que é fundamental para a geração de emprego”, disse, detalhando o que está sendo realizado no âmbito do MTE.

“Nós estamos batendo o recorde de investimentos neste ano. Através do FGTS, estão sendo colocados no mercado em torno de R$ 130 bilhões. São R$ 78 bilhões para construção de casa própria para a população de baixa renda, mais R$ 10 bilhões para um programa que criamos chamado Pró-Cotista, porque nós temos um setor de trabalhadores que têm uma renda familiar muito alta, de R$ 5 mil a R$ 10 mil, o que permite que eles tenham acesso a empréstimos de maior valor. Então criamos uma outra faixa, de até R$ 400 mil, com juros subsidiados, porque só podem tomar esse empréstimo, os trabalhadores contribuintes do FGTS.”

REDUZINDO O DÉFICIT HABITACIONAL – O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, enfatizou seu orgulho em pertencer à categoria e afirmou, dirigindo-se ao presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro, que não fez mais do que cumprir sua obrigação quando auxiliou no processo que resultou na criação da Lei do Corretor Associado, “corrigindo uma enorme distorção que existia na nossa categoria”.

“A homenagem que recebo hoje é uma homenagem a todos os corretores, que é uma categoria que contribui muito para a geração de riquezas, a diminuição das desigualdades sociais, facilitando negócios, com legitimidade e amor à causa, e cada vez mais ocupando um espaço maior no cenário da nossa economia”, disse Kassab.

Questionado sobre a situação econômica no País, Kassab declarou à TVFenaci que o importante é que o governo federal tenha condições de dar continuidade aos programas habitacionais.

“O carro-chefe dos programas, que hoje ocupa um espaço maior nos recursos públicos disponibilizados para programas habitacionais, é o Minha Casa Minha Vida. Para que todos possam ter uma ideia da dimensão do programa, nós já contratamos 3,7 milhões de unidades e já foram entregues 2,3 milhões de unidades. Agora na Fase 3,  que estará sendo lançada ainda esta ano, no segundo semestre, nós iremos iniciar a contratação de mais de 3 milhões de unidades, fazendo  com que o programa atinja um universo de 6.750.000 famílias, que é um número extraordinário, um número para vai contribuir de uma maneira muito relevante para diminuirmos esse déficit habitacional que existe no País.”

Outras participações marcantes nas reuniões da Fenaci em Brasília foram do consultor da Vice-Presidência de Habitação da Caixa, Fernando Magesty Silveira; do diretor de Crédito Imobiliário do Banco PAN, Mauricio Antônio Quarezemin; e do consultor Paulo Melchor, que vem auxiliando a Fenaci na montagem do projeto de parceria com o Sebrae.