Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Imprimir

FENACI FESTEJA 30 ANOS DE FUNDAÇÃO E DE LUTAS PELO
CORRETOR DE IMÓVEIS. VEJA COMO A HISTÓRIA COMEÇOU

A Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci) comemora 30 anos de fundação nesta segunda-feira, dia 31 de outubro de 2016. A entidade, de abrangência nacional, que teve sua Carta Sindical expedida em 18 de dezembro de 1986, coordena as atividades de 26 sindicatos de corretores de imóveis e, entre inúmeras outras ações, é responsável pela promoção do maior evento voltado à categoria no país, o Congresso Nacional de Corretores de Imóveis, que, em 2018, terá sua 27ª edição.

Em seu segundo mandato à frente da Fenaci, Joaquim Ribeiro esteve entre os fundadores da entidade, mas ressalta, nesse sentido, o trabalho do gaúcho Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, atual presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL). “Ele coordenou as ações que resultaram na criação da Fenaci, a partir da tese, de sua autoria, de mudança do enquadramento sindical da categoria dos corretores de imóveis. Foi também o primeiro presidente da entidade, cargo que exerceu por seis mandatos”, recorda Ribeiro.

Natural de Porto Alegre, Carlos Alberto Schmitt de Azevedo exerce a profissão de corretor de imóveis desde o ano de 1974, tendo iniciado sua participação político-classista, no ano de 1980, quando foi eleito 2º-diretor-secretário do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Rio Grande do Sul, que presidiria, depois, por quatro gestões.

“Logo depois que houve a segunda regulamentação da categoria, no ano de 1978, começou o movimento para a criação da Fenaci”, conta Azevedo. “A maioria achava necessário termos uma federação. Mas os nossos sindicatos, à época, tinham enquadramento sindical como ‘agente autônomo do comércio’, ou seja, eram entidades patronais e, em sua maioria, estavam vinculados às federações do comércio, e não queriam abrir mão disso por conta da força econômica que elas detinham. Começamos então a mostrar que os interesses do corretor de imóveis deveriam ser maiores do que o interesse da filiação de um sindicato a uma federação porque ela era rica.”

REENQUADRAMENTO SINDICAL - Depois de muitas idas e vindas sem resultado ao Ministério do Trabalho e à Comissão de Enquadramento Sindical, à qual tinha assento a Confederação Nacional do Comércio (CNC), resolveu-se, segundo Azevedo, que o caminho seria buscar a mudança do enquadramento sindical da atividade de corretagem imobiliária.

“A partir da conversa com um advogado, começamos a discutir a mudança de enquadramento sindical, pois vimos que nos alinhávamos às profissões liberais, uma vez que o profissional liberal pode ter um curso técnico – como têm os corretores – ou de nível superior. No XXIII Conaci, em maio de 1985, em Porto Alegre, apresentamos a tese da transposição do enquadramento sindical, que foi aprovada por unanimidade. Começamos então um trabalho político e o pedido de transposição foi parar na Comissão de Enquadramento Sindical, onde perdemos de 9 a 0. Retomamos conversações com o então ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto Pinto, com quem conversáramos no início. Muito nos ajudou nesse processo o falecido Paul Renato de Souza, que entre outros cargos, foi reitor da Unicamp, em São Paulo. Finalmente, a Portaria nº 3.245, de 8 de julho de 1986, transpôs a categoria do plano de agentes autônomos do comércio para o das profissões liberais.”

Depois dessa ascensão da classe, que é considera a conquista mais importante dos corretores de imóveis após o advento da regulamentação profissional, Azevedo coordenou a fundação da Fenaci, que aconteceria ainda no ano de 1986.

“Reunimos os 12 sindicatos de corretores de imóveis existentes à época e, também em Porto Alegre, a 31 de outubro de 1986, realizamos a assembleia de fundação da Fenaci, escolhendo uma diretoria provisória e aprovando um estatuto. Em seguida entramos com pedido de reconhecimento da entidade no Ministério do Trabalho, tendo o ministro Almir Pazzianotto Pinto assinado a Carta Sindical no dia 18 de dezembro daquele mesmo ano.”

PRIMEIRA SEDE, PRIMEIRA VITÓRIA - “Eu era o presidente do sindicato do Rio Grande do Sul, que tinha levantado essa bandeira, e aí virei o primeiro presidente da Fenaci, mas foi importante na época a união dos 12 sindicatos de corretores de imóveis: além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Vitória (ES), Belém (PA), Mato Grosso do Sul e Brasília. Foram estes 12 sindicatos que fundaram a Fenaci”, frisa Azevedo, destacando na luta pela criação da entidade, o empenho de Antonio Carlos Quadros Maia, de Minas Gerais, e Francisco de Jesus e Silva, da Bahia, ambos já falecidos, além de Antonio Rocha e Souza, do Rio de Janeiro, mais conhecido como “Rochinha”, que integra o Conselho Fiscal da atual diretoria.

“Em março de 1987, a Fenaci inaugurou a sua primeira sede, em Brasília, no Conjunto Nacional”, relembra Azevedo, “e já passou a atuar em defesa dos sindicatos e dos corretores de imóveis do país. A primeira vitória foi suspender a intervenção na direção do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Município do Rio de Janeiro, que vinha desde os tempos do governo militar. Mais uma vez contamos com o apoio do ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto”, ressalta.

Fundação ocorreu em 31 de outubro de 1980 e Carta Sindical veio no mesmo ano, em dezembro