Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

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NOVO PRESIDENTE DA CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL PROMETE PRIORIZAR HABITAÇÃO

O presidente da República, Michel Temer, empossou nesta segunda-feira (2/4/2018), às 10h30, no Palácio do Planalto, o novo presidente da Caixa, Nelson Antonio de Souza. Na mesma cerimônia, também foi empossado o ex-presidente da Caixa, Gilberto Occhi, como ministro da Saúde.

O novo presidente da Caixa, afirmou na solenidade que existe um grande espaço para a expansão do crédito habitacional, uma vez que a carteira total não chega ao equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele informou que a instituição tem este ano R$ 82 bilhões para financiar imóveis, o mesmo montante do ano passado. Mas, já em 2017, a concessão de crédito precisou ser suplementada e chegou a R$ 86 bilhões.

"O crédito habitacional é o grande gerador de emprego e renda", disse ele, ao destacar ser essa a prioridade da Caixa. "Tenho o dever de dar continuidade ao trabalho de Gilberto Occhi e saber que a economia, para ter um desenvolvimento contínuo, tem de gerar emprego e renda." Ele disse ainda que o plano é seguir com a atuação nos programas de governo e expandir o crédito "de maneira responsável".

"A Caixa conseguiu mobilizar a economia", disse o presidente Temer, ao elogiar a gestão do ex-presidente Occhi. Ele lembrou da liberação das contas inativas do FGTS no ano passado, que chegou a 25 milhões de brasileiros, que sacaram o total de mais de R$ 44 bilhões. Citou também que pela primeira vez houve a distribuição dos lucros do FGTS para o trabalhador, também em 2017.

"Não tenho dúvidas que o novo presidente, Nelson de Souza, dará seguimento a essas extraordinárias realizações da Caixa”, falou o presidente da República.

CONTINUIDADE DE PROGRAMAS – Nelson de Souza afirmou que valorizará o papel da Caixa para o crescimento da economia do país, e no apoio a políticas sociais e ambientais. "Esse é o viés da Caixa, enquanto banco público, ter uma gestão para o povo brasileiro".

"Vamos continuar com os grandes programas como o Minha Casa, Minha Vida, crédito habitacional e comercial e principalmente investir em um atendimento qualificado com tecnologia da informação. Vejo isso como um eixo que precisa ser explorado e que a Caixa vem crescendo a cada dia", destacou Souza, que, no ano passado, participou de três das quatro edições do Fórum Regional dos Profissionais Corretores de Imóveis (Foreci) promovidos pela Fenaci: Fortaleza (CE), Florianópolis (SC) e Natal (RN).

“Há muito que acompanhamos a profícua atuação do novo presidente da Caixa, Nelson de Souza, em prol da habitação e do mercado imobiliário. Como vice-presidente de Habitação da Caixa, ele sempre deu atenção às nossas reivindicações e brindou os corretores de imóveis de vários recantos do país com excelentes palestras em eventos promovidos pela Fenaci. Temos certeza que a Caixa só tem a ganhar com Nelson de Souza à frente da entidade, pois trata-se de um profissional de carreira, com vasta experiência no setor e extremamente comprometido com habitação e crédito imobiliário”, avalia o presidente da Fenaci, Joaquim Ribeiro.

QUEM É NELSON DE SOUZA – Natural de São Paulo (SP), Nelson Antonio de Souza iniciou a carreira na Caixa em 1979. Ocupou o cargo de vice-presidente de Habitação desde agosto de 2015. Em sua carreira no banco, ainda foi diretor-executivo de Gestão de Pessoas, chefe de Gabinete da Presidência, superintendente nacional da Região Nordeste e superintendente nacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Em 2014, assumiu a presidência do Banco do Nordeste (BNB). O novo presidente é graduado em Letras e em Psicologia e possui MBA em Administração e Marketing pelo Instituto de Estudos Empresariais do Rio de Janeiro.

À frente da vice-presidência de Habitação, Nelson de Souza participou de grandes resultados para o crédito habitacional da Caixa, responsável por 69% das operações no país no ano passado.

De acordo com o Balanço Financeiro 2017 divulgado na semana passada, a Caixa fechou o ano com saldo de R$ 432 bilhões na carteira de crédito de habitação, crescimento de 6,3% em relação a 2016, que também registrou alta, 5,17% superior ao ano anterior.